segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As inovações do RAW

Uma entre as várias transformações advindas do desenvolvimento da fotografia digital está no processamento da foto depois do clique, mais precisamente o uso do formato RAW, metaforicamente, algo como o negativo da fotografia digital.

Com a fotografia analógica o fotografo (aqueles que preferem revelar as próprias fotos) ou laboratorista deve escolher papel, revelador (por exemplo existem os reveladores rápidos, reveladores de alto contraste e reveladores niveladores) e fixador específicos para cada filme, a partir de seu ISO, por exemplo, e claro da intenção do fotografo para poder chegar ao contraste e saturação desejadas.

Hoje as câmeras digitais DSLR podem gerar fotos em JPEG, RAW ou nos dois formatos com a foto duplicada na memória. A diferença entre os dois formatos é que o RAW, que significa cru em inglês, não sofre nenhum tipo de processamento automático ou compressão. Os dados são arquivados da mesma forma que foram capturados pelo sensor, logo, ISO, nitidez, filtro de ruído, contraste, saturação e em certa medida até a exposição podem ser controladas depois da captura, no computador, o que garante uma melhor qualidade final da fotografia e a possibilidade de tratá-la várias vezes vendo o antes e depois, podendo fazer e refazer. O nome da extensão (.nef e .cr2 por exemplo) varia de acordo com a marca do equipamento, porém todos tem o mesmo formato e são processados pelos programas de tratamento como light-room e o foto-shop da Adobe.

O lightroom é um programa direcionado para fotógrafos que permite a catalogação e tratamento de fotografias, ele dialoga diretamente com o tratamento das fotos analógicas em laboratório, até o seu nome faz referencia ao dark room (a sala escura), na sessão “revelação” são feitos tratamentos análogos aos feitos em laboratório sem grande alteração na natureza da imagem. Para que as fotos sejam tratadas com precisão é necessário que esteja em formato RAW.

Tutorial de uso do Ligth room:



O uso desse tipo de arquivo também tem suas desvantagens como, por exemplo, o tamanho do arquivo, que pode chegar a ser até 6 vezes maior que um arquivo em JPEG, ocupando o cartão de memória, demoram mais para serem arquivados na memória então o tempo entre um clique e outro é maior e todas precisam de tratamento no computador, então se o objetivo e ter fotos com menos qualidade, porém rapidamente prontas JPEG é a melhor escolha.

Podcast explicativo sobre o formato RAW:

http://www.dicasdefotografia.com.br/click_podcast/click_ep01.mp3

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