
11 milhões de raios de luz
O intrigante mistério da magia das câmeras plenópticas consiste em um sensor de imagem que distingue e registra a luz refletida por todos os pontos de uma cena. Utilizando o exemplo dado pelo fundador da Lytro, Ren Ng, em sua tese de doutorado, Ren Ng, em sua tese de doutorado, a técnica da câmera de campo luminoso em relação às DSLR (Digital Single Lens Reflex) que conhecemos se assemelha a diferença entre a gravação de áudio em um único canal e com dezenas de canais, que é uma técnica utilizada em estúdios. Com apenas um canal, o que se registra é a soma de todos os sons, e com vários canais é possível captar os sons dos intrumentos e das vozes separados, permitindo muitas possibilidades em uma mixagem após a gravação. No caso da câmera, diversas escolhas de área focada após a captura da imagem.

De acordo com a Lytro, sua câmera consegue captar até 11 milhões de raios de luz, e possui zoom óptico de 8x e abertura f/2 em qualquer escolha de ajuste de zoom. A abertura é um grande diferencial e atrativo, pois permite fazer fotos em ambientes com pouca luminosidade, sem a necessidade de um flash. Além disso, o manuseio da câmera se mostra bastante simples, com apenas dois botões: o que liga e o disparador. O sistema promete facilidade também para passar as fotos ao computador, escolher o foco e disponibilizá-las nas redes sociais.
http://www.youtube.com/watch?v=wRQcCVY5wIo&feature=player_embedded
Revolução?
A Lytro foi fundada em 2006 pelo pesquisador Ren Ng, que já possuía trabalhos publicados sobre as técnicas de produção de imagens plenópticas, e no final de junho desse ano a empresa anunciou o lançamento de sua primeira câmera, que seria voltada para o mercado consumidor. Com isso, a empresa prefere entrar no mercado bem estabelecido de equipamento fotográfico, ao invés de licenciar sua tecnologia para outros fabricantes, o que é uma prática mais comum.


As câmeras de campo luminoso são um assunto que vêm sendo pesquisado há, pelo menos, 20 anos. A Adobe chegou a construir um protótipo dessa câmera a partir da pesquisa de Todor Georgiev, um dos desenvolvedores do Photoshop. E este, se baseou no trabalho de Gabriel Lippmann, físico francês e Prêmio Nobel da Física de 1908, por produzir a primeira chapa fotográfica a cores. Em 2010, a alemã Raytrix lançou a sua primeira câmera plenóptica, e se dispôs também a modificar as câmeras comuns, adicionando um software para modificar o sensor.

Aparentemente, a Lytro é o novo brinquedo do momento. Ainda não está disponível, mas sua pré-venda já foi iniciada no próprio site, com dois modelos: de 8GB, por $399, com capacidade para 350 fotos, e o de 16GB, por $499 e espaço para 700 imagens.

Nenhum comentário:
Postar um comentário