segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fotografia em campo luminoso: revolução em 200g?

Clique agora, ajuste o foco depois. Essa é a revolução que está em inserida em uma miniatura de câmera de 200g, em alumínio e borracha, com uma tela touchscreen de 1,46 polegadas. Apresentada no dia 20 de outubro pelo Presidente da Lytro (empresa do ramo de fotografia), Charles Chi, e pelo diretor de fotografia, Eri Cheng, essa é a câmera Lytro, ou the Lytro light field camera, que pode ser traduzido como “a câmera de campo de luz da Lytro” ou, câmera plenóptica.

11 milhões de raios de luz

O intrigante mistério da magia das câmeras plenópticas consiste em um sensor de imagem que distingue e registra a luz refletida por todos os pontos de uma cena. Utilizando o exemplo dado pelo fundador da Lytro, Ren Ng, em sua tese de doutorado, Ren Ng, em sua tese de doutorado, a técnica da câmera de campo luminoso em relação às DSLR (Digital Single Lens Reflex) que conhecemos se assemelha a diferença entre a gravação de áudio em um único canal e com dezenas de canais, que é uma técnica utilizada em estúdios. Com apenas um canal, o que se registra é a soma de todos os sons, e com vários canais é possível captar os sons dos intrumentos e das vozes separados, permitindo muitas possibilidades em uma mixagem após a gravação. No caso da câmera, diversas escolhas de área focada após a captura da imagem.

De acordo com a Lytro, sua câmera consegue captar até 11 milhões de raios de luz, e possui zoom óptico de 8x e abertura f/2 em qualquer escolha de ajuste de zoom. A abertura é um grande diferencial e atrativo, pois permite fazer fotos em ambientes com pouca luminosidade, sem a necessidade de um flash. Além disso, o manuseio da câmera se mostra bastante simples, com apenas dois botões: o que liga e o disparador. O sistema promete facilidade também para passar as fotos ao computador, escolher o foco e disponibilizá-las nas redes sociais.

http://www.youtube.com/watch?v=wRQcCVY5wIo&feature=player_embedded

Revolução?

A Lytro foi fundada em 2006 pelo pesquisador Ren Ng, que já possuía trabalhos publicados sobre as técnicas de produção de imagens plenópticas, e no final de junho desse ano a empresa anunciou o lançamento de sua primeira câmera, que seria voltada para o mercado consumidor. Com isso, a empresa prefere entrar no mercado bem estabelecido de equipamento fotográfico, ao invés de licenciar sua tecnologia para outros fabricantes, o que é uma prática mais comum.


Mais que isso, na verdade a Lytro se apresenta como uma revolução, como se iniciasse uma nova era na fotografia. Em seu site, exibe comentários relevantes nesse sentido, como o de Steve Lohr, The New York Times, que se refere a Lytro como o fim da dor de cabeça em relação a focagem, tanto para profissionais quanto para amadores. Mas será mesmo? Em grupos de discussão sobre fotografia, na internet, as pessoas se mostram curiosas e ao mesmo tempo convictas em não abandonar suas câmeras por uma “caixinha”.



Novidade? Nem tanto...

As câmeras de campo luminoso são um assunto que vêm sendo pesquisado há, pelo menos, 20 anos. A Adobe chegou a construir um protótipo dessa câmera a partir da pesquisa de Todor Georgiev, um dos desenvolvedores do Photoshop. E este, se baseou no trabalho de Gabriel Lippmann, físico francês e Prêmio Nobel da Física de 1908, por produzir a primeira chapa fotográfica a cores. Em 2010, a alemã Raytrix lançou a sua primeira câmera plenóptica, e se dispôs também a modificar as câmeras comuns, adicionando um software para modificar o sensor.

Aparentemente, a Lytro é o novo brinquedo do momento. Ainda não está disponível, mas sua pré-venda já foi iniciada no próprio site, com dois modelos: de 8GB, por $399, com capacidade para 350 fotos, e o de 16GB, por $499 e espaço para 700 imagens.



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